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Pixels sob/ Pintura

A PINTURA EM FUNÇÃO DO PIXEL

Através da pintura o cyber drama resiste em reconfigurar pensamentos virtuais, como uma pausa no fluxo de informações para criar declarações visuais de um Brasil que navega entre a memória afetiva e o futuro digital.

Desenvolvendo imagens que misturam corpos da virtualidade, próteses, máquinas com vida, ou vidas que dependem de máquinas, funciona como um processo de digitalização manual de imagens, o que pinto poderia ser uma selfie postada em uma rede social, ou algo que faz parte da vivência virtual, como representação de sentimentos gerados pela interação com a máquina, do sonho entre a tecnologia de ponta ao pesadelo da sua total dominação, um jogo subjetivo através do toque brasileiro pop.

 

Nas obras, o que parece leve esconde camadas de crítica, tocando na tecnologia como mediadora das relações humanas. O afeto, agora, é atravessado por tela, algoritmo, notificação.

QUIS LUTAR PARA NÃO ACREDITAR QUE VOCÊ VISUALIZOU, 2025.

quis lutar para não acreditar que você visualizou, Lexidiny / Tinta acrilica s/ tela, 60x30 cm, 2025.

Lexidiny / Tinta acrilica s/ tela, 60x30 cm, 2025.

Parecia que entre nós havia uma muralha em que eu não conseguia escalar, mas meu coração foi de 0 a 100 em segundos, aquelas duas flechas azuis me pegaram em cheio e eu já sabia que este lugar ao seu lado já não era mais meu, paguei o pato que foi servido quente no jantar de despedida.

Alguma vez uma mensagem te fez chorar?

MAYBE I.A BODY, 2025.

Maybe i.a body, Lexidiny / Tinta acrilica s/ tela, 1.20x80 m, 2025.

Lexidiny / Tinta acrilica s/ tela, 1.20x80 m, 2025.

Se existisse um corpo de inteligência artificial, como ele seria?

Maybe IA Body reflete sobre a expansão das inteligências artificiais para o campo afetivo, a partir de uma investigação sobre como o corpo que habita o território brasileiro hiperconectado, imperfeito se relaciona com a máquina.

Proporções exageradas, estética pop, kawaii. Um corpo que serve. Mas não somente. É um diálogo entre o nacional e o universal, entre o humano e o artificial. A figura ciborgue traduz a tentativa de conferir traços humanos às máquinas, evidenciando, ao mesmo tempo, suas imperfeições estruturais.

O celular na mão do personagem surge como uma extensão do próprio corpo, receptáculo de mensagens contínuas e desordenadas. O que parece leve esconde críticas à tecnologia como mediadora das relações humanas, um jogo subjetivo entre o sonho da tecnologia de ponta e o pesadelo de sua dominação.

(ฅ• . •ฅ)A que vontade sua ela serviria?

SELFIE COM TRISTEZA, 2025.

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Lexidiny / Tinta acrilica s/ tela, 35x27 cm, 2025.

Minha tristeza se torna uma presença convidada para uma selfie corajosa. Pinto-a como personagem íntimo, transformando a dor em diálogo silencioso e visível.

Cada traço é um ato de revelação, onde o "parecer" e o "ser" se entrelaçam em confissão. A arte é esta alegria solene: nomear com as mãos o que as palavras calam, encontrando beleza ao dar um rosto ao que machuca.

VISÃO SEM LAMENTOS, 2024.

Visão sem lamentos, Lexidiny / Tinta acrilica s/ tela, 20x20 cm, 2024.

Lexidiny / Tinta acrilica s/ tela, 20x20 cm, 2024.

Olhos treinados em visualizar prontos e cheio de estímulos visuais que não encontram repouso.

Mascotes de aparência doce e amigável espreitam, lembrando os personagens cuidadosamente projetados para cativar nossa atenção, mesmo quando a fadiga digital ameaça nos desconectar.

Aqui, cada detalhe é uma lembrança de como a cultura digital transforma emoções em produtos, enquanto nossos olhos, cansados, continuam a consumir sem questionar.

Aquilo que você vê na internet te nutre?

SONHO DE VIRALIZAR, 2023.

Sonho de viralizar, Lexidiny / Tinta acrilica s/ tela, 20x20 cm, 2023.

Lexidiny / Tinta acrilica s/ tela, 20x20 cm, 2023.

Aqui, a tela é mais que suporte – é um espaço de possibilidade, um horizonte digital onde cada clique é um salto no escuro.

A obra questiona a lógica binária de sucesso e fracasso nas redes, onde cada tentativa de viralizar é uma aposta arriscada, um sonho que pode tanto florescer quanto desaparecer em segundos.

 © CYBER DRAMA

Isso não é sobre engolir o choro é aprender a chorar onde cada gota se torne mar onde eu possa e saiba navegar.

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